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domingo, 12 de fevereiro de 2012
Ele pode estar olhando as suas fotos. Neste exato momento. Porque não? Passou-se muito tempo. Detalhes se perderam. E daí? Pode ser que ele faça todas as coisas que você faz. Escondida. Sem deixar rastro nem pistas. Talvez ele passe a mão na barba mal feita e sinta saudade do quanto você gostava disso. Ou percorra trajetos que eram seus, na tentativa de não deixar que você se disperse das lembranças. As boas . Por escolha ou fatalidade, pouco importa, ele pode pensar em você. Todos os dias. E ainda assim preferir o silêncio. Ele pode reler seus bilhetes, procurar o seu cheiro em outros cheiros. Ele pode ouvir as suas músicas, procurar a sua voz em outras vozes. Quem nos faz falta acerta o coração como um vento súbito que entra pela janela aberta. Não há escape. Talvez ele perceba que você faz falta. E diferença. De alguma forma, numa noite fria. Você não sabe. Ele pode ser o cara com quem passará aquele tão sonhado verão em Paris. Talvez ele volte. Ou não.
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Loucos e Santos.
Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.
sábado, 27 de agosto de 2011
Ir...
domingo, 24 de julho de 2011
quinta-feira, 7 de julho de 2011
domingo, 3 de julho de 2011
Vale.
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Passa...
Há pessoas que passam a vida toda ao nosso lado e não conseguem perceber nossa essência, muito menos a essência de certas particularidades. Porque não percebem esses detalhes, essenciais detalhes. Não captam, não intuem. Não vêem a gravidade ou a beleza das coisas se elas não estiverem evidentes. Por outro lado, há pessoas, nem tão próximas de nós, que conseguem observar estes detalhes de algum nosso momento, conseguem captar a alma de algumas nossas circunstâncias, de alguns lugares, das coisas, das horas. E o fazem por não estarem distraídos nas expressões, nos olhares e nos modos de andar alheios. E o fazem porque gostam dos outros a ponto de os outros não os aborrecerem de tédio quando estão a praticar as atividades mais comuns.
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